Investida massiva ocorre em véspera de negociações diplomáticas na Arábia Saudita e resulta em uma morte e três feridos
A Rússia foi alvo do maior ataque aéreo da guerra na madrugada desta segunda-feira (11), com 337 drones ucranianos sendo abatidos pelas defesas aéreas russas em diversas regiões do país. O ataque atingiu cidades como Moscou, Kursk, Bryansk, Belgorod, Ryazan, Kaluga, Voronezh e Nizhny Novgorod.
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De acordo com o Ministério da Defesa russo, a maior parte dos drones foi destruída antes de causar danos significativos. No entanto, na região de Moscou, algumas aeronaves não tripuladas atingiram áreas povoadas, incluindo Sapronovo e Ramenskoye. Em Ramenskoye, uma funcionária de um centro de distribuição da empresa agroindustrial russa Miratorg morreu e outras três pessoas ficaram feridas.
O ataque ocorre em um momento de alta tensão diplomática. Poucas horas depois da investida, representantes ucranianos e norte-americanos se reuniram na Arábia Saudita para discutir possíveis soluções para o conflito. Além disso, o episódio coincidiu com a visita a Moscou do secretário-geral da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), Feridun Hadi Sinirlioglu, que teve encontros com o chanceler russo, Sergei Lavrov.
Em resposta ao ataque, o aeroporto internacional de Vnukovo suspendeu temporariamente suas operações, enquanto outros três aeroportos em Moscou impuseram restrições temporárias. A Ucrânia e a Rússia têm utilizado drones extensivamente no campo de batalha, mas ataques de grande escala na capital russa são raros.
A ofensiva representa uma escalada significativa no conflito, reforçando a capacidade da Ucrânia de realizar ataques em profundidade dentro do território russo, mesmo após três anos de guerra. O Kremlin alertou que a agressão pode prejudicar os avanços nas negociações de paz em andamento.
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